domingo, 9 de maio de 2010

Assim:

Um instante.
Um recorte de infinito.
Um pedaço de tudo que eu sinto.
Sentindo-me ninfa, com asas cintilantes e hipnotizadoras. Com corpo macio e escultural. Sentindo-me com um rosto mágico, resuminte de todo encanto que meus ohos transbordaram. Senti-me deusa. Senti-me a mulher mais amada. Sofri a reação de tuas mãos. Movendo, movimentando. Moção fluindo para o bem maior. Virtuosos corpos que se amam. Agindo como para conquistar. Quase inútil intenção, pois já são um do outro os corações. Próprios e originais para si. Foco, objetivo e a mais perfeita trajetória. De um sorriso tímido a um pedido. De um sim intrometido, fugindo do não perigo. Correndo pra fora de mim, como uma montanha discreta. A sombra desenhando nosso contorno... imprensionante expresão amorosa.
Mãos suaves, pés deslisantes, corpo transpirante. Olhar comovente, de um rosto que parece assustado. Parece amante. Parece encantado. Surpreso também, mas nem um pouco incomodado. Acariciando a satisfação, ego e luxúria, sem nenhum pecado. Ao entender o presente dessa vida, entendemos o recado.
O poema, a dança e a canção. Componentes de um dia de lua, um dia na rua. Um dia em que o fabuloso foi marcado por um abraço, por beijos, por acaso.

Um comentário:

  1. Embalados pelo som repetitivo da canção ideal seguimos, assim, fluindo, se deixando levar. Apenas somos e estamos. Escolhemos ser e estar. Nada poderia dar errado. Combinação de sentimentos e zonas corporais. Donos do próprio ritmo, sem pressa. Atiçando ideias, bajulando o ego, contornando os detalhes, colorindo o momento como se fosse um quadro. Tão acostumados com a presença um do outro que paralisam o olhar por um momento traçando, eternizando. Oficial dia especial com sua sutil e original marca pessoal. As palavras apenas tentam explicar o que o coração já está careca de saber. É assim mesmo, sempre me deixando nas nuvens.

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