quinta-feira, 20 de maio de 2010

Eu, me desculpe.

Esperar o provável.
Rendável conhecer.
Entender um instante.
Marcar um universo.
Olhar em um mirante.
Bailar o som instigante.
Valorizar um detalhe.
Conhecer o ali.
Provar o desconhecido.
Amar um sorriso.
Retribuir ao indigente.
Falar sem ser ouvido.
Ouvir escondido.
Contar com o inimigo.
Se opor ao sentido.
Ignorar o vivido.
Louvar o complexo.
Sonhar com sexo.
Gostar do México.
Cozinhar a esperança.
Dançar com uma medusa.
Usar tua vontade.
Abusar do indisposto.
Não querer a resposta.
Procurar Josefa.
Zelar pelo bom gosto.
Expor o escondido.
Debochar do experiente.
Rir da própria gente.
Entre trocas vai vivendo. Aprendendo.
Pra que conhecendo?
De um mundo tão pequeno, sou desbravador minúsculo,
mal sei o que é um crepúsculo
quanto mais entender uma tradição ou uma constelação.
Fico rodopiando na calçada esperando me chamarem pro café.
Já não espero que me convidem,
pois sumiram com a delicadeza e a gentileza que estavam em cima da mesa.
Se voou, se levaram, não sei.
Só sei que não se usa mais.
Quero um comportamento de duquesa.
Mas minhas vida não é da realeza.

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