Teimoso, frágil, cheiro forte. Demora. Ainda insiste em fica,
em se eternizar.
A saudade que dói, que fica, dá frio, mata, faz morrer sim.
Demora outra vez, mas quando se encontra impulsiona,
anima,

realça, brilha sem fazer nada.
Só olha e já passaram horas.
Agora faz chorar
de rir,
o tempo da respiração é frequentemente rápido.
Não precisa esperar mais.
É só pedir a eternidade
que se mantenha até
querer ou pedir para acabar.
Não deixe que eu mais espere para amar, pra doar o que mais tenho.
Já pediram que o tempo desaparecesse, que eu morresse.
Mas tempo nenhum faz esquecer, faz apagar pedaço de vida vivida.
Quem viveu em um tempo, conviveu com um mundo.
Impossível
extinguir o que já se foi.
São muitas lembranças de muitas crianças, várias moças.
Nada provável fazer cúmplices e álibes matar o tempo.
Nem um pouco possível, nem nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário