Alguns optam por usar roupas exuberantes, outros de uma cor só, outros de um modo assustador e a grande maioria prefere vestir-se de maneira discreta. Ainda assim, em algumas peças, acessórios que este utiliza, podemos pré-identificar qual seu gosto musical, preferência de cor, se a pessoa é mais aberta ou reservada, descontraida. Infinitas características que pré-identificamos apenas ao ter uma primeira imagem de uma pessoa. Já se temos oportunidade de conhcê-la melhor, com sua posição sobre os assuntos, sua maneira de falar e seu vocabulário, podemos perceber seu nível de conhecimento, se esta é tímida ou falante, misteriosa ou fala sem segredos. Várias outras coisas descobrimos em um curto pedaço de tempo, se formos analistas.
Mais uma forma de reconhecimento do particular, dos sentimentos e registros de vida da pessoa, está no que ela valoriza e que em seus momentos individuais ela pratica. Como gostar de um tipo de música, praticar algum esporte, entre outras atividades. As pessoas quererm exibir esses fatores, comunicar visualmente seus desejos e caprichos (considerando esses fatores: roupas, maquiagem, bady, tatoos, corte de cabelo, pintura nas unhas, etc).
A sociedade ainda discrimina as pessoas "não discretas", as que querem e se sentem bem utilizando seus fatores que possibilitam essa comunicação visual. Em qustões de tatuagens, esses símbolos pessoais surgem da associação que o indivíduo estabelece entre um desenho, uma forma, e o sentimento, a sensação que determinado fato lhe causou. Como essa associação se dá de forma absolutamente particular, o real significado de qualquer uma dessas marcas corporais só é totalmente compreendido pelo indivíduo que a possui. Considerando essa explicação, espero que compreendas minha escolha.
Novembro de 2008.

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Para maior esclarecimento, essa é uma carta que escrevi para meu pai. Redigi dias antes de agendar um horário no estúdio de tatoo. Eu tinha 17 anos e minha mãe assinou a autorização. Quando cheguei em casa meu pai disse: "Tu fez isso!?" e ficou dias sem falar comigo.
Relato de uma pós-adolescente.
(texto resgatado para colaboração para um leitmotiv de uma futura coreografia)
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