quinta-feira, 22 de abril de 2010

Graça de um sorriso

Esse sorriso que desperta do sonho.
Que desperta o olho, que desperta a vida a viver.
As vezes tão dente, pra esconder a mágoa que fica instalada.
Instalada no peito e o sorriso dificulta dizer.
Dizendo, correndo, atuando, montando a vida de forma colorida
de várias maneiras ocultando o jogo, brincando com o fogo.
Construindo uma fortaleza que impede agora, de momento
liberar, emanar toda emoção, receber seu sentimento.
Superficial e extremo.
As palavras que saem por entre as curvas macias dos lábios,
curvadas ainda mais pelo sorriso, quebrantes as mesmas palavras
ditadas ao som batente dos dentes que completam o amável, sicero
e escondido sorriso. Encanta, zela, cumprimenta, se ausenta,
chora sorrindo. Desmoraliza, analisa, ama e outra vez chora sorrindo.
Pode? Tão forte e doce. Dão-lhe razão.
Mas ninguém nunca perguntou o que tinha por dentro. Nem pudera.
Dentro da pele, em baixo e misturado com os tecidos está a história.
O que lhe fez ser assim. História jamais pronunciada.
Guardada por uma única chave: seu sorriso.

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