Eu, acadêmica do curso de Licenciatura em Dança (como está em meu currículo =D) venho por meio deste divulgar as atividades elaboradas para comemoração do dia da dança.
Estaremos pela city nos movimentando. Mostrando que nosso tão próprio corpo é nossa própria arte.
Venha (re)conhecer a dança e seu posicionamento e espaço em Pelotas. Nas apresentações e debates colocaremos nossa opinião.
Estão todos convidados!
Dia 28
Oficinas de dança
Horário: das 9h às 17hs
Local: Curso de Licenciatura em Dança. UFPEL
Antigo prédio da AABB (Alberto Rosa, 580)
Inscrições e Informações: NED - Fone: 3284-5500
Conversas sobre as políticas para a dança no Brasil
Horário: 19h
Local: Curso de Licenciatura em Dança. UFPEL
Antigo prédio da AABB (Alberto Rosa, 580)
Dia 29
Intervenções Artísticas
Horário: das 13h30 às 19hs
Local: Diversos locais da cidade
Jam Sassion (Improvisação em dança e música aberto a artistas e público)
Horário: 20hs
Local: Curso de Licenciatura em Dança. UFPEL
Antigo prédio da AABB (Alberto Rosa, 580)
terça-feira, 27 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Graça de um sorriso
Esse sorriso que desperta do sonho.
Que desperta o olho, que desperta a vida a viver.
As vezes tão dente, pra esconder a mágoa que fica instalada.
Instalada no peito e o sorriso dificulta dizer.
Dizendo, correndo, atuando, montando a vida de forma colorida
de várias maneiras ocultando o jogo, brincando com o fogo.
Construindo uma fortaleza que impede agora, de momento
liberar, emanar toda emoção, receber seu sentimento.
Superficial e extremo.
As palavras que saem por entre as curvas macias dos lábios,
curvadas ainda mais pelo sorriso, quebrantes as mesmas palavras
ditadas ao som batente dos dentes que completam o amável, sicero
e escondido sorriso. Encanta, zela, cumprimenta, se ausenta,
chora sorrindo. Desmoraliza, analisa, ama e outra vez chora sorrindo.
Pode? Tão forte e doce. Dão-lhe razão.
Mas ninguém nunca perguntou o que tinha por dentro. Nem pudera.
Dentro da pele, em baixo e misturado com os tecidos está a história.
O que lhe fez ser assim. História jamais pronunciada.
Guardada por uma única chave: seu sorriso.
Que desperta o olho, que desperta a vida a viver.
As vezes tão dente, pra esconder a mágoa que fica instalada.
Instalada no peito e o sorriso dificulta dizer.
Dizendo, correndo, atuando, montando a vida de forma colorida
de várias maneiras ocultando o jogo, brincando com o fogo.
Construindo uma fortaleza que impede agora, de momento
liberar, emanar toda emoção, receber seu sentimento.
Superficial e extremo.
As palavras que saem por entre as curvas macias dos lábios,
curvadas ainda mais pelo sorriso, quebrantes as mesmas palavras
ditadas ao som batente dos dentes que completam o amável, sicero
e escondido sorriso. Encanta, zela, cumprimenta, se ausenta,
chora sorrindo. Desmoraliza, analisa, ama e outra vez chora sorrindo.
Pode? Tão forte e doce. Dão-lhe razão.
Mas ninguém nunca perguntou o que tinha por dentro. Nem pudera.
Dentro da pele, em baixo e misturado com os tecidos está a história.
O que lhe fez ser assim. História jamais pronunciada.
Guardada por uma única chave: seu sorriso.
Quede graça num sorriso?
Nem vontade de andar. Comer, dormir nada do necessário. Quero o contrário, sem nem mesmo saber de onde ele vem. Quede palavras escolhidas? Quede desejo de viver?
Sumiu. Tudo some e volta. Ah, escrava Josefa. Trate de chamar aquele negrinho pra encontrar minha razão. Com a vela acesa, o fogo me encanta. Mas só. Paraliso diante dele. Tão belo, denso e orgânico. Esse que me tira o ar, me comove, me aquece. Me queima, me faz reagir. Bolhas surgindo em minha pele, só quero que me disperte. As sete da manhã tá bom. Chame-me duas vezes. Sem terceiras chances. Tolice insistir. Persistência tem que vir junto com a paciência. Angustiante esperar. Me corroendo, sem dedos para roer, sem água pra me reanimar, continua ali eu parada só olhando. Já hipnotizada, por vezes volto a perceber que estou viva. Esqueci de respirar, esqueci de forçar meu coração bater. Involuntária as lágrimas que me dizem. Me perseguem. Quando finalmente quero fugir, ficam tracejando, úmidas que são, ponto a ponto no chão de onde pisei. Migalhas igual dos contos.
Já pedi pra sumir, mas não. Vem a fome e me faz sentir abatida, mas ainda na moção da vida vivida. Só não sei se quero matar a fome ou deixar eu morrer de vez. De que adianta tantas experiências, se sempre que quero lembrar de outr'ora, movimentar a mínima intenção do sorriso, o tapa me vem a cara. Já pedi, só quero sair daqui. Pra depois voltar renovando esse lugar. Partir desse lado do rio, provar que sei nadar. Olha!: eu tenho duas pernas ainda. Tenho ainda a infelicidade de ter esperança e o sangue da batalha. Acredito que isso pode me ajudar, mas não sinto. Desolada, esquecida em mim, no martírio, angústia e infortúnio de me aturar no espelho dos olhos que me vêem. Vendo que o fracasso está tênue e tangenciando o sucesso. Pra que os dois? Não basta apenas viver? Não basta apenas sustentar seu próprio corpo. Dicotomia, paradoxos, ambiguidade trouxas. Ignorantes humanos que não sabem o que é respeitar. Respeito sem outra interpretação senão seu sentido único. Não sabem que, embora feito de carne igual a ti e igual seu próximo, tem uma história e genética milenar diferente. É! Realmente não sabe. Não sabe! É a básica e suficiente lógica de convivência. Já tudo se repete. De novo. Outra vez. No fundo tudo quer provar uma só coisa: provar nada. Sinta apenas sinta, me disseram. Mas pra que sentir? se não tenho que provar nada. Pra que sentir se não para questionar pela prova se não é necesário provar. Alguém me diz, por favor por que vivemos? Por que eu quero continuar a viver? Porque eu quero continuar a viver.
Sumiu. Tudo some e volta. Ah, escrava Josefa. Trate de chamar aquele negrinho pra encontrar minha razão. Com a vela acesa, o fogo me encanta. Mas só. Paraliso diante dele. Tão belo, denso e orgânico. Esse que me tira o ar, me comove, me aquece. Me queima, me faz reagir. Bolhas surgindo em minha pele, só quero que me disperte. As sete da manhã tá bom. Chame-me duas vezes. Sem terceiras chances. Tolice insistir. Persistência tem que vir junto com a paciência. Angustiante esperar. Me corroendo, sem dedos para roer, sem água pra me reanimar, continua ali eu parada só olhando. Já hipnotizada, por vezes volto a perceber que estou viva. Esqueci de respirar, esqueci de forçar meu coração bater. Involuntária as lágrimas que me dizem. Me perseguem. Quando finalmente quero fugir, ficam tracejando, úmidas que são, ponto a ponto no chão de onde pisei. Migalhas igual dos contos.
Já pedi pra sumir, mas não. Vem a fome e me faz sentir abatida, mas ainda na moção da vida vivida. Só não sei se quero matar a fome ou deixar eu morrer de vez. De que adianta tantas experiências, se sempre que quero lembrar de outr'ora, movimentar a mínima intenção do sorriso, o tapa me vem a cara. Já pedi, só quero sair daqui. Pra depois voltar renovando esse lugar. Partir desse lado do rio, provar que sei nadar. Olha!: eu tenho duas pernas ainda. Tenho ainda a infelicidade de ter esperança e o sangue da batalha. Acredito que isso pode me ajudar, mas não sinto. Desolada, esquecida em mim, no martírio, angústia e infortúnio de me aturar no espelho dos olhos que me vêem. Vendo que o fracasso está tênue e tangenciando o sucesso. Pra que os dois? Não basta apenas viver? Não basta apenas sustentar seu próprio corpo. Dicotomia, paradoxos, ambiguidade trouxas. Ignorantes humanos que não sabem o que é respeitar. Respeito sem outra interpretação senão seu sentido único. Não sabem que, embora feito de carne igual a ti e igual seu próximo, tem uma história e genética milenar diferente. É! Realmente não sabe. Não sabe! É a básica e suficiente lógica de convivência. Já tudo se repete. De novo. Outra vez. No fundo tudo quer provar uma só coisa: provar nada. Sinta apenas sinta, me disseram. Mas pra que sentir? se não tenho que provar nada. Pra que sentir se não para questionar pela prova se não é necesário provar. Alguém me diz, por favor por que vivemos? Por que eu quero continuar a viver? Porque eu quero continuar a viver.
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