quarta-feira, 10 de março de 2010
Narração promenorizada
Será que vou conseguir descrever? Começo pelo que cheiro. Começou com um tom seco, bem árido. Estava quente a temperatura do ar e solo. Minha cabeça tonta de varidades de assuntos a tratar, calou miha boca. Pode entre a dualidade infinita e total desse mundo ocorrer o neutro? Se sim, assim me encontrava. Vegetativa em meu físico. Mas os sentidos estavam ativos, preparados para captar. Sentia o ar abafado, quase sem umidade rasgando minhas narinas. Até que a primeira gota senti em minha testa. Distraiu meus atarefados e ocupados pensamentos e pro céu olhei. Fui até o alto da nuvem que me cospiu sua graciosa gota. Sem perceberminha mente foi brincando no meio dela. O ar de lá...tão agradável. faz sumir sequidão, some preocupação, areja o cérebro e sangue.Cheiro que não dá pra dizer. Mas se assim fosse, seria como se cheirasse capim recém cortado, terra ao receber chuva junto com roupa lavada, mais flores e pele de bebê. Não é doce, mas suave. Não é frote, mas marcante. Um cheiro que nem sei se é de verdade. Realmente, não é. As gotas se multiplicam e ampliam sua força e meu corpo traz minh'alma que estava distante. Acorda! Foi o que ouvi das pétalas das flores dos vasos do jardim da minha casa. Dispertei. Mas fiquei parada. A chuva me banhando. As gotas virgens, por nada tocadas, traziam o cheiro perfeito da tranquilidade da arena nuvem alta do céu. Ergui minha face, num pedido de receber o carinho das gotas vindas da nuvem. A intensa chuva naquele extado momento cessou. Os olhos que estavam fechados, focando a percepção para o olfato, agora despertam. Procuram entender o que acontecera. Meu pedido não foi atendido. E as nuvens? Não mais estavam em cima da minha cabeça. Só quis sentir outra vez o sereno sentimento de paz que lá senti. Não tive tempo para o sentimento de pesar ou angústia pois na minha frente, ao horizonte estava a mais bela obra uqe já pude contemplar nessa vida. Em primeiro plano estavam as folhas com as gotículas ecorrendo e o brilho contilando com os raios tímidos - ainda - do sol. Pouco a poucoiam radiando mais e mais, tornando muito claro o céu, mas ainda estava nublado. Uma camada preenchendo todo azul celeste de tons foscos e indefinidos. Bem perto do chão estava a bola laranja. Era o pôr do sol mais alucinante que já presenciei. Já a lua se pronunciava por entre o mesmo lençol celeste. Num desfilar charmoso, totalmente elegante e magnifíco. Dizendo a todos com sua brilhosa presença quem é a protagonista da noite. O mesmo horizonte que antes observei pelas chamativas cores, agora se resumem em tons escuros e bem próximos. Os objetos se hachuram de preto, virando apenas sombras, ofertando suas cores do dia para o brilho extremo da lua poderem assistir. Cada momento com sua delicada e tênue diferença. impossível escolher o mais belol. Mais impossível ainda será rever essas obras perfeitas, dispostas em um mesmo dia em intervalos tão curtos de minutos. Meu corpo só recebe. Sem reação alguma, somente sinto. Percebo toda lição que as obras e o artista pretendiam me ensinar.
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