terça-feira, 9 de março de 2010
Ela: graça e força
Ah, ela! Que o tomou em pequenos e demorados goles, degustados até a última papila se enjoar. Dia o abraçava, queria e pedia aos suplícios seu amor. Dia outro o desprezava, fingindo não existir. Saudade das repentinas trocas desprogramadas de humor. Sei que não foi o mais gentil, puro e delicado homem, mas mulher, ainda o olhe, por favor. Dessa vez vi que não se importava de por ti se curvar. Aprendeu a reconhecer essa grandeza. Teu sorriso mesmo insípido, arranca delírios. Teu bocejo que leva ao rosto tua mão - linda, macia, cheia de dedos, desenhando incopiável e bela coreografia. Essa boca liberta sons, palavras, cantigas, lamúrias, risos bobos do vinho que te causou alterações. Nada faz desvirtuar tua nobreza. Mulher iluminada. Mulher graciosa. Cansada, mas perfumada. És a que já foi tantas vezes paquerada na juventude e ainda és, em sua recheada experiência. Tolos os homens que desmerecem seu ser, valorizando só para o ninho. Não aprendeu ainda. Desculpe, mulher. Eles não sabem o que dizem. Quando se embarbecem - ridícula fúria - é porque de ti sentem inveja. Inveja da dor do parto, do corpo forte, cheiroso e delicado. Dos olhos que soltam gritos a cada lágrima, mas contagiam e emanam alegria ao despertar do descanso noturno. Também invejam o abraço e o beijo da filha a ti dado antes de ir à escola, que no pai já não mais dá. Mais ainda sua imensa bravura ao provar que é sempre possível. Tudo. Seu jeito, ideias, soluções fantásticas. Desculpe os que não entendem as vezes. Mas quero por todos agradecer a existência de ti, mulher. Sou mulher recém apresentada. Recém assumi frente ao espelho: - Mulher! Aos meus 19 anos quero esbanjar a vitalidade total do sangue feminino. Dedico essas palavras às mulheres que embelezam o mundo, influenciam e inspiram ser o que sou, principalmente minha mãe.
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