terça-feira, 16 de março de 2010

Blues, rock, jazz

Um dia para comemorar. Nenhum motivo aparente.
A descoberta de dois corações latentes. Uma só razão.
Dia que nasce quente, anoitece assim. Inteiro só pra nós.
Do black out dos momentos antescedentes ao raiar
até o que antescede total escuridão, inteiro só pra nós.
Você que me ama de longe, me abraça por pensamento.
Beija me olhando. Toca sussurrando. Agora até a eternidade
na overdose do encontro. Do momento até pra sempre. Eu pensando
e você a falar. Esse presente que não quero mais sair,
planejo o nosso todo resto de vida, querendo lá chegar.
Complexa ecolha do ser e estar. Ser feliz ao estar amando.
A melhor combinação. A solução. Oh, reação!

domingo, 14 de março de 2010

Sem delongas

Alho que olho na louça da louca. Ódio que arde é o fim em mim na lua no fim da rua.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Narração promenorizada

Será que vou conseguir descrever? Começo pelo que cheiro. Começou com um tom seco, bem árido. Estava quente a temperatura do ar e solo. Minha cabeça tonta de varidades de assuntos a tratar, calou miha boca. Pode entre a dualidade infinita e total desse mundo ocorrer o neutro? Se sim, assim me encontrava. Vegetativa em meu físico. Mas os sentidos estavam ativos, preparados para captar. Sentia o ar abafado, quase sem umidade rasgando minhas narinas. Até que a primeira gota senti em minha testa. Distraiu meus atarefados e ocupados pensamentos e pro céu olhei. Fui até o alto da nuvem que me cospiu sua graciosa gota. Sem perceberminha mente foi brincando no meio dela. O ar de lá...tão agradável. faz sumir sequidão, some preocupação, areja o cérebro e sangue.Cheiro que não dá pra dizer. Mas se assim fosse, seria como se cheirasse capim recém cortado, terra ao receber chuva junto com roupa lavada, mais flores e pele de bebê. Não é doce, mas suave. Não é frote, mas marcante. Um cheiro que nem sei se é de verdade. Realmente, não é. As gotas se multiplicam e ampliam sua força e meu corpo traz minh'alma que estava distante. Acorda! Foi o que ouvi das pétalas das flores dos vasos do jardim da minha casa. Dispertei. Mas fiquei parada. A chuva me banhando. As gotas virgens, por nada tocadas, traziam o cheiro perfeito da tranquilidade da arena nuvem alta do céu. Ergui minha face, num pedido de receber o carinho das gotas vindas da nuvem. A intensa chuva naquele extado momento cessou. Os olhos que estavam fechados, focando a percepção para o olfato, agora despertam. Procuram entender o que acontecera. Meu pedido não foi atendido. E as nuvens? Não mais estavam em cima da minha cabeça. Só quis sentir outra vez o sereno sentimento de paz que lá senti. Não tive tempo para o sentimento de pesar ou angústia pois na minha frente, ao horizonte estava a mais bela obra uqe já pude contemplar nessa vida. Em primeiro plano estavam as folhas com as gotículas ecorrendo e o brilho contilando com os raios tímidos - ainda - do sol. Pouco a poucoiam radiando mais e mais, tornando muito claro o céu, mas ainda estava nublado. Uma camada preenchendo todo azul celeste de tons foscos e indefinidos. Bem perto do chão estava a bola laranja. Era o pôr do sol mais alucinante que já presenciei. Já a lua se pronunciava por entre o mesmo lençol celeste. Num desfilar charmoso, totalmente elegante e magnifíco. Dizendo a todos com sua brilhosa presença quem é a protagonista da noite. O mesmo horizonte que antes observei pelas chamativas cores, agora se resumem em tons escuros e bem próximos. Os objetos se hachuram de preto, virando apenas sombras, ofertando suas cores do dia para o brilho extremo da lua poderem assistir. Cada momento com sua delicada e tênue diferença. impossível escolher o mais belol. Mais impossível ainda será rever essas obras perfeitas, dispostas em um mesmo dia em intervalos tão curtos de minutos. Meu corpo só recebe. Sem reação alguma, somente sinto. Percebo toda lição que as obras e o artista pretendiam me ensinar.

terça-feira, 9 de março de 2010

Ela: graça e força

Ah, ela! Que o tomou em pequenos e demorados goles, degustados até a última papila se enjoar. Dia o abraçava, queria e pedia aos suplícios seu amor. Dia outro o desprezava, fingindo não existir. Saudade das repentinas trocas desprogramadas de humor. Sei que não foi o mais gentil, puro e delicado homem, mas mulher, ainda o olhe, por favor. Dessa vez vi que não se importava de por ti se curvar. Aprendeu a reconhecer essa grandeza. Teu sorriso mesmo insípido, arranca delírios. Teu bocejo que leva ao rosto tua mão - linda, macia, cheia de dedos, desenhando incopiável e bela coreografia. Essa boca liberta sons, palavras, cantigas, lamúrias, risos bobos do vinho que te causou alterações. Nada faz desvirtuar tua nobreza. Mulher iluminada. Mulher graciosa. Cansada, mas perfumada. És a que já foi tantas vezes paquerada na juventude e ainda és, em sua recheada experiência. Tolos os homens que desmerecem seu ser, valorizando só para o ninho. Não aprendeu ainda. Desculpe, mulher. Eles não sabem o que dizem. Quando se embarbecem - ridícula fúria - é porque de ti sentem inveja. Inveja da dor do parto, do corpo forte, cheiroso e delicado. Dos olhos que soltam gritos a cada lágrima, mas contagiam e emanam alegria ao despertar do descanso noturno. Também invejam o abraço e o beijo da filha a ti dado antes de ir à escola, que no pai já não mais dá. Mais ainda sua imensa bravura ao provar que é sempre possível. Tudo. Seu jeito, ideias, soluções fantásticas. Desculpe os que não entendem as vezes. Mas quero por todos agradecer a existência de ti, mulher. Sou mulher recém apresentada. Recém assumi frente ao espelho: - Mulher! Aos meus 19 anos quero esbanjar a vitalidade total do sangue feminino. Dedico essas palavras às mulheres que embelezam o mundo, influenciam e inspiram ser o que sou, principalmente minha mãe.

Supresa! Bom dia!

Sem precisar esconder ou fantasiar,
nem prometer. Apenas declarar.
No encontro os olhos relusem. O dia engrandesse.
O sol que ilumina, faz o dia mais longo.
A tão esperada sensação de não perceber o tempo.
Agradável irresponsabilidade de esquecer o mundo.
Beijar: acariciar meus lábios com os seus.
Sentir: viver o intenso no minuto de um tudo.
Teus olhos que não canso de olhar. Me arrepio só de lembrar.
A mão quente que chega com os dedos. Suave.
Continuam o carinho e agora me seguram.
Me dá a mão na promessa do laço imaginário
de um casamento da alma.
Tudo afirma. O que tem dentro do corpo entra em loucura.
Bate forte o coração, pulsa forte os músculos do pescoço,
do pulso, as maçãs e pálpebras.
Num desmaio, um momento ausente.
Tua conquista agora é me despertar.
Igual aos contos de fadas. Sem tragédias, sem tristezas.
Apenas espero o beijo para meus olhos te olharem.
O certo amor que já entregue, aumenta a cada palavra.
O que parecia já enorme, imensurável
me deixa sem palavras, derretida de paixão.
A mulher tão acostumada é surpreendida.
Ao toque, olhar, beijo, tom e rosa, completas meu vazio.
Num sopro de outono, saudade que me dá.
Dorzinha gostosa de se ter ao te ver ao longe se despedindo do dia.
Para casa. Guarda-te para outr'ora. Repousa.
Dorme, que amanhã o dia e outra noite nos aguardam.
.
.
.
.
...24/02/2010