quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

História. Apenas outra ideia.

Dentro de uma pessoa existem coisas que nada pode descrever.
O mundo é feito de segredos, coisas, tesouros, sentimentos que ninguém pode ver.
Cada ser guarda um infinito, que muitas vezes não PE descoberto por si.
Outras vezes são julgados loucos aqueles que experimentam se entender.
Foi assim desde meus dez anos. Desde que comecei a me perguntar por que viver.
Por que querer a felicidade e querer o dinheiro, pra que crescer?
Para todo lado que eu olhava era a mesma busca. A busca do mundo inteiro.
Uma vez acompanhei o crescimento de uma plantinha.
Acreditei que era a única coisa que eu tinha.
Quando dela surgiu um broto, um turbilhão de coisas eu senti.
Não sabia se eu ria, gritava. Na frente dela, em silêncio fiquei. Parada ali.
Num minuto chorei, mas não entendi. Me perguntei: - Por que chorei?
Sem resposta fiquei.
Alguns anos passaram e cada coisa que acontecia eu analisava.
Me retornava na lembrança o dia que, sem saber, eu chorava.
O mundo particular que criei. O nascimento de uma vida. O meu carinho.
Como surgiu a amplitude da minha reação que me impressionou.
E outras situações apareceram e aquele vulcão retornou.
Um primeiro amor eu encontrei. Por não ser mútuo, outra vez chorei.
O mesmo tremor me ocorreu, mas um sorriso não apareceu.
Cada vez mais me questionava.
Comecei a pintar, dançar, atuar, escrever e cada vez mais me calar na vida.
Não falei para mais ninguém depois de rirem de mim em uma aula de história.
Alguns me acham estranha, esquisita. Uns me perguntam se sou louca. Se sou gay.
Outros me adoram. Dizem que alegro os lugares e dou boas palavras de ânimo.
Como entender uma sociedade maluca? Os que simplesmente pensam, são loucos.
Os que seguem ordens são bons.
É onde surgem os como eu. Não temos medo de pensar, nem duvidar.
Mas seguimos em parte essas ordens (ridículas), mesmo que por contradição de filosofia.
Assim seguimos num particular isolado que inventamos.
Cada um no seu, mas compartilhando.
Sem querer nada de ninguém, nós influenciamos.
É impossível não ser assim. Mostro-me para todos e fujo de mim.
Tantos codinomes já usei nas galerias.
Meu amor verdadeiro deixei que fosse para longe.
Fiz de tudo para que a culpa fosse minha, que em seu coração não focasse saudade.
Perguntas se acumulam mais e mais e aumentam minha idade.
Que contradição minha história, onde só os sentimentos fluem.
Eles vão e voltam, nunca fixam. Lhes dou nomes. Classifico.
Alguns são comuns e já rotulados. Outros se misturam e seus nomes modifico.
Toda minha vida tive sentimentos. Há pouco entendi.
Por isso me entreguei às artes para tentar traduzir.
Arte é só um nome que significa: sentimento traduzido.
Quero mostrar em meios racionais que cada um de nós é muito.
Quem não procura entender seu interior tem medo. Medo de si.
Esse sentimento que faz julgar, ter preconceito com tudo que lhe é diferente.
Que vai de um sotaque à um abraço. Não ter uma perna e ser um gênio.
Há de existir os contrastes. Há de acontecer a aceitação.
Concordar não é obrigação. Se dispor não é uma atividade em vão.

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