terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Agora.. livre.
Resposta..ainda que tardia
Ser quem quer ser procurada.
Mas ser eu mesma nessas duas importâncias.
Ser o rosto que clama e ferve tua presença.
Essa é a face que te olha!
A que sente tua ausência e te enxerga na completa escuridão.
Que toca teus lábio de maneira a querer te completar
e que também procura a satisfação.
Já sem dúvidas parte da face se entrega.
Já com medo a outra parte escorrega e foge.
Tropeça e bate na parede, aprende e se arrepende.
Arruma, levanta e descobre
que atrás da parede há um mundo enorme.
Liberta-se e corre.
Enlouquece e morre.. de solidão, de saudade.
Sem você não sou nem a metade.
Sem nosso amor, sou sem força.
Quero afirmar que sem mim
sua vida é mesmo que o fim.
Extremo, sim!
É o completo e absoluto ser ou não ser.
Tudo ou nada no mundo do te querer.
Sem alternativas no meio, é a decisão que define.
Eu quero estar ao teu lado!
Mas deixo que você opine.
Por mim é tudo que mais quero.
Por você.. só sei o que eu espero.
domingo, 15 de novembro de 2009
Tolerância
"Suas palavras me confundem,
teus olhos me iludem.
Mas se dava tão certo...
por quê hoje nem chegamos perto?
Os braços abertos esperam
o dia de te reencontrar e nunca mais,
nunca mais te soltar.
Mais uma vez estou me acabando.
E você sequer se preocupando.
Ah... desse sonho eu já quero acordar.
Pelo menos uma vez olha pra mim
e diz assim:
- É você que eu quero amar!..."
Não acaba por aqui.. mas nunca consegui acabar. Então exibo somente esse trechinho;
Ia, seria.
Outra vez estou aqui. Olhando para o nada que teus olhos produzem, mas me prendem. No vazio daquele lugar ecoando o som desses batimentos cardíacos distintos, estava novamente a me iludir com novo olhar prisioneiro. Com todo jeito de última das românticas, com uma suavidade no toque, um calor que esquenta até mesmo uma geleira, conquistando um coração que não gosta de amar. Bobo eu que achei que era verdade. Será que nunca vou aprender? Olhos tão brilhantes sempre querem ofuscar algo que está por trás deles. São seus pensamentos pervertidos que me contagiam. Me prendem a não sei o que. Mas diga, afinal, por que me escolhestes? O que queres de mim? Não vês que o que tenho é dos meus pais, não tenho conquistas. Depois de vários minutos que pareciam nunca acabar, me respondeu. Meiga como sempre. Feminina. Brutal. Disse-me que queria apenas o amor que tinha para dar a ela. Disse que sabia que eu a amava. Queria que entregasse meu coração e minha alma. Nosso contrato e pacto seria amor eterno.
Seu corpo me seduzia, meus sentimentos tomavam conta do meu ser sem me deixar pensar. Seus olhos eram raios que penetravam nos meus e faziam com que eu reagisse da forma que ela queria. Meu cérebro estava paralisado. Certamente ela era a mulher da minha vida. A não ser pelo fato de que depois de eu concordar com nosso amor, ela segurou-me rosto como fosse me beijar loucamente e então cravou as unhas nos meus olhos, mexendo sem parar no meu cérebro, ela arrancou todo sentimento que eu havia sentido por ela. Sem ar de arrependimento, dó, angústia ou sentimento de traição ela partiu. Via seu vulto já ao longe quando retornei a mim. No momento não estava acreditando. Me perguntava porque havia me deixado levar mais uma vez por juras de amor. Mas senti pena dela. Pois ela precisava de juras de amor para viver. Eu? Saberia viver sem ela. Ficaram as mágoas, que é a única forma de recordação que ela me deixou para lembrar dos momentos que passamos. Não fosse meu corpo estar fragilizado eu correria atrás de seu vulto, para gritar: ‘Fuja! Seu coração é o mais pobre de todos que já conheci. Não sabe reconhecer e desfrutar do que tem dentro de si. És uma infeliz! Nunca conseguirás atingir a felicidade. Pois ela estaria nos sentimentos que eu poderia te proporcionar. Fuja, vai!. E agora sim, quem realmente sofrerá será tu. Fuja pra esquecer de toda a felicidade que nossa união ia te trazer’.
domingo, 8 de novembro de 2009
Últimas palavras
Está tudo tão escuro. Esses vultos que hora se mexem e daqui a pouco estão parados. É tudo tão extremo. Estou enxergando melhor. Foram meus olhos que se adaptaram a escuridão ou as coisas estão ficando mais claras? A luz aumenta, mas ainda está escuro. Daqui de cima tudo parece natal, pequenas luzes existem. Do alto é tudo tão diferente, mas continua sendo o que é lá em baixo. A distância muda o tamanho das coisas. É estranho. Tem a distância que o olho entende e a outra que o coração sente. As duas fazem a gente sentir solidão. Ou melhor, a gente não sei, mas eu sim. Sou eu aqui sozinha e Deus. Mas o ser humano precisa da presença física da companhia. Mas estou só. Agora e pra sempre só.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Por ti
meucontrole e insensatez
estão juntos, como uma reação
que desmaia meus sentidos e faz
faz com que eu caia direto nos teus lábios.
essa sede que tenho,
esse desejo de te tocar a todo instante faz..
faz mais uma vez eu me perder em meio
tanta doçura e loucura
Faz eu ter essa terna e eterna vontade de ter-lhe em mim.
a tua aproximação faz..
faz com que eu me perca onde não há caminho,
faz sentir-me aflogística de paixão
e entrar numa overdose de desejo e
por fim.. te deixo onde te encontrei.
retorno quando a louca vontade voltar a me atingir.
A vontade que eu sempre quero ter
A vontade insigne e insaciável.
Quem te desbrava
Carta a um amor
Entrega
Várias outras vezes
Relatos
Meus rios
Em cada lágrima encontro-me com seu brilho,
sua leveza junto com a força
do motivo que a faz rolar.
me impressionam.
Não estou conseguindo conter-me.
Minhas palavras voltaram
a ser melancólicas.
O obscuro voltou a minha vida.
Mas sei que
assim como a lua tem fases
estas tão definidas e precisas,
eu tenho as minhas.
Não tão notáveis como ela,
mas existem.
Embora tão internas,
eslas estão aqui. Impregnadas.
Cada vez que acontece um motivo
- cada vez mais frequente -
sa lágrimas tristes e brilhantes
desabrocham
e rolam
pelo meu rosto despedaçado
e meu corpo aluado.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Escolha tatuada
Avenida nem tão paralelas
Do solstício ao equinócio
Lembrança viva
Simples complexidade
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Ser ou não ser seu enfeite

Ideias
Amigos, análise, acreditar, abandono, avião.
O dia e a noite, trovão.
A chuva, o vento, terremotos, vendavais.
O ano que passa, feriados, aniversário, carnavais.
Os sentimentos que já senti, ouvi, que quis.
Das músicas que gosto, compositores, cineastas, atriz.
Contei sonhos de quando estava acordada, medos, desejos.
De sonhos que luto para conseguir, metas, almejos.
Escrevi tantas vezes sobre meu amor pelas pessoas, pelos sonhos, formça, fé, família.
Já desfiz mentiras, contei segredos, todos disfarçados.
Contei minhas realizações, faculdade, feira, compra de calçados.
Já quando me apaixonei e fui correspondida não escondi do papel, mas escondi da vida.
Muitos erros internos consertei para mim nas poesias.
Falei coisas que jamais falaria a luz do dia.
Já fui velha e experiente. cantora, dentista, artista e tive dor de dente.
Declamei versos adaptados para mim de todas épocas "istas".
Mantive cores, ritmos, versos. Algumas características.
Também já fui perseguida, detetive, presidente e assassinada.
Bruxa, anã, boneca e recebi a mais ridícula cantada.
Já estive feliz, toquei o arco-íris, fui costureira, menti.
Amei denovo a mesma pessoa, acreditei no bem, morri de rir.
Já fui a imaginação, manipuladora, cientista, designer, apresentadora.
Vendi prego, pão, pente, patê, maionese, vassoura.
Fiz um se apaixonar por mim, fiz sofrer, fiz entender.
Brinquei de Deus e ele me mostrou o caminho de volta, me arrependi.
Pedi perdão. Fui aos céus e desci.
Escrevi sobre milagres, minha mãe, teatro, situações inacreditáveis.
De tudo que sempre escrevo, o que prevalece são assuntos recicláveis.
Escrevi sobre poetas, suas letras, sobre poesia.
Solidão, medo, futebol, valor a vida, maresia.
Amor, amor, permisão, jogo, ilusão.
Mágica, construção civil, construção de vida, planejamento..
coisas em vão.