terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Agora.. livre.
Se meu sangue escorrer por de baixo da porta do quarto, não surpreenda-se! Quantas vezes faleique precisava da troca do nosso amor?! Da tua entrega. Do teu compromisso. Se o sangue de mim fugir através das rachaduras e buracos do meu peito, poucos ou ninguém irá entender. Já não é possível dormir. Nada me encanta ou impressiona. Somente tua presença ao longe me faz dispertar interesse por estar no mundo. Total dependência de meu coração. Coração que durante muito tempo cumpriu somente suas obrigações vitais. Controle. Controle de mim. sem me deixar viver expontaneamente para não sofrer com as surpresas da vida. Esse coração hoje volta a me angustiar e espremer meu peito. A dor que aperta, faz contrair o corpo com vontade de receber um aconchego.. mas não está aqui os braços e calor que procuro, que quero para não deixar existir a tristeza em mim. Não consigo entender como pode um coração não responder à o que se declara. Má configuração e pretenção dessas Alma Gêmeas. Para que procurar tanto? Te esqueci para ver se havia outro coração que sentisse o que sinto por ti, mas que esse sentisse por mim. Assim me entregaria. Fingi que te esqueci. Mas é impossível te ver no retrato e não latejar uma lembrança qualquer. Pequena recordação que vira maremoto em meus pensamentos. Quis tanto o amor. O tenho. Sinto. Emociono-me, alegro-me e desespero-me quando reconheço que esse sentimento é só meu. Por que, então? Querer tanto algo. ter algo. Não compartilhar com ninguém. ofereci para muitas pessoas: "queira me amar". houveram tentativas. Interessantes. Iludidas experiencias. Ninguém nunca irá te substituir. Estou começando a sentir frio e meus pulsos estão perdendo as forças. Em um momento de raiva quis que me visse aqui. Triste, abatida, vermelha e branca. Os lábios ressecam. Os olhos pesam. As mãos tremem. Nada no corpo respondem as ordens lentas de meu cérebro. A dor física se mistura com amargura. Desisti de te querer como platéia. Seria péssimo ver alguém morrer, ficar com recordações pesadas para o resto da vida. Te amo, te protejo. Desisto da ideia de vingança. A pouca força que me resta é a que impulsiona as lágrimas. Gravidade que derruba meu corpo ao chão, que fz cair lágrimas e meus cabelos, misturando ao vermelho vivo do sangue. O desespero me enlouquece. Como se faz para parar tudo isso? Estico o braço com muito esforço para alcançar a beira do tapete. Consigo segurar e levanto ligeiramente a borda do tapete.. o que faz o sangue empoçado virar um ondinha que quebra em mim. Tentativa de voltar a ser inteira. É impossível voltar atrás. Para minha maior desgraça e depressão é ouvir quase sem atenção para definir a voz o telefone que tocou inssistentemente. Minha mãe preocupada dizendo que ela e meu pai tiveram um pesadelo macabro. Queriam saber se estava tudo bem. Não, não estava. Era tarde para perceber, tarde para responder.Em seguida o mesmo telefone que já me matou de arrependimento do que eu fazia, tocou denovo. Entendi que não era só minha vida que eu abandonava. Ninguém entenderá, eu sei. Mas nas orações não me deixarão, eu com remorso não sescansarei jamais, acalmando as perguntas incessantes que não deixarão dormir aos que vivos ficaram. Agora quem deixa o recado final do golpe mortal do arrependimento és tu.Respondendo três anos depois uma carta que deixei no meio do livro de poesias que sabia que adorava. Sabia que recorreria a ele quando a saudade por mim aparecesse. Ali estavam meu êxtase poético. O que jamais minha boca pôde pronunciar. O amor que te dei, mas as palavras não falaram. Mas agora já é tarde para tentar. Tarde para pronunciar.
Resposta..ainda que tardia
Ser a face que procuras.
Ser quem quer ser procurada.
Mas ser eu mesma nessas duas importâncias.
Ser o rosto que clama e ferve tua presença.
Essa é a face que te olha!
A que sente tua ausência e te enxerga na completa escuridão.
Que toca teus lábio de maneira a querer te completar
e que também procura a satisfação.
Já sem dúvidas parte da face se entrega.
Já com medo a outra parte escorrega e foge.
Tropeça e bate na parede, aprende e se arrepende.
Arruma, levanta e descobre
que atrás da parede há um mundo enorme.
Liberta-se e corre.
Enlouquece e morre.. de solidão, de saudade.
Sem você não sou nem a metade.
Sem nosso amor, sou sem força.
Quero afirmar que sem mim
sua vida é mesmo que o fim.
Extremo, sim!
É o completo e absoluto ser ou não ser.
Tudo ou nada no mundo do te querer.
Sem alternativas no meio, é a decisão que define.
Eu quero estar ao teu lado!
Mas deixo que você opine.
Por mim é tudo que mais quero.
Por você.. só sei o que eu espero.
Ser quem quer ser procurada.
Mas ser eu mesma nessas duas importâncias.
Ser o rosto que clama e ferve tua presença.
Essa é a face que te olha!
A que sente tua ausência e te enxerga na completa escuridão.
Que toca teus lábio de maneira a querer te completar
e que também procura a satisfação.
Já sem dúvidas parte da face se entrega.
Já com medo a outra parte escorrega e foge.
Tropeça e bate na parede, aprende e se arrepende.
Arruma, levanta e descobre
que atrás da parede há um mundo enorme.
Liberta-se e corre.
Enlouquece e morre.. de solidão, de saudade.
Sem você não sou nem a metade.
Sem nosso amor, sou sem força.
Quero afirmar que sem mim
sua vida é mesmo que o fim.
Extremo, sim!
É o completo e absoluto ser ou não ser.
Tudo ou nada no mundo do te querer.
Sem alternativas no meio, é a decisão que define.
Eu quero estar ao teu lado!
Mas deixo que você opine.
Por mim é tudo que mais quero.
Por você.. só sei o que eu espero.
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